

Os catorze contos deste livro se constroem e se espraiam como finas tramas da experiência humana. Carrascoza mergulha no cerne das relações entre pai e filho, marido e mulher, irmãos, casais apaixonados ou em crise. Ele nos leva à beira do precipício, onde os fios são cortados com violência, mas também à redenção, onde famílias desagregadas se reorganizam e se fortalecem.
O autor
JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA nasceu em Cravinhos (SP). É autor de Trilogia do Adeus, Aos 7 e aos 40, Elegia do irmão e Aquela água toda, entre outros livros. Suas histórias foram traduzidas para diversos idiomas. Recebeu os prêmios Jabuti, APCA, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Fundação Biblioteca Nacional e os internacionais Guimarães Rosa e White Ravens.


Em Sul da fronteira, oeste do sol – uma das obras mais aclamadas de Haruki Murakami –, o autor constrói uma história singela, mas potente, para falar do poder que as memórias e o desejo exercem sobre nós.

MATE-ME POR FAVOR
PLEASE KILL ME
Legs McNeil
Gillian McCain
Tradução de Lúcia Brito
Mate-me por favor é a história definitiva e nunca antes contada sobre os anos 70 e a Blank Generation. Narrando o nascimento do que hoje se chama punk, desde a Factory de Andy Warhol até o Max’s Kansas City nos anos 60 e 70, chegando ao Reino Unido nos anos 80, os autores Legs McNeil e Gillian McCain apresentam a explosiva trajetória do mais incompreendido fenômeno pop. Fluentemente construído a partir de um coro de vozes, Mate-me por favor é uma história oral que tem o ritmo narrativo e a excitação de um romance.
Em centenas de entrevistas com todos os personagens originais, incluindo Iggy Pop, Patti Smith, Dee Dee e Joey Ramone, Debbie Harry, Nico, Wayne Kramer, Danny Fields, Richard Hell e Malcolm McLaren, adentra-se nos camarins e nos apartamentos para reviver o que começou nas entranhas de Nova York como uma pequena cena artística e se tornou um verdadeiro momento revolucionário da música.

O FALCÃO MALTÊS
THE MALTESE FALCON
Dashiell Hammett
Tradução de Rubens Figueiredo
QUANDO O ROMANCE POLICIAL ENCONTRA A GRANDE LITERATURA
O falcão maltês, assim como O longo adeus, de Raymond Chandler, está no alto do pódio da literatura policial. Mais precisamente da chamada literatura noir, como os franceses batizaram lá nos meados do século XX, buscando colocar, digamos, uma estrela a mais no chamado gênero policial. Ou seja, tinha enredo, trama, mistério e... alta literatura.
O leitor tem nas mãos um verdadeiro banquete literário. Sam Spade, detetive particular, assim como Philip Marlowe de Raymond Chandler, é um personagem emblemático do gênero. Homens duros, mas não raro sentimentais, são sobreviventes num mundo onde a hipocrisia se entrelaça com o sonho americano, nos anos 1940 e 1950. Maltratados pelos policiais, eles sabem que, antes de mais nada, tiras não gostam de detetives privados, e, neste livro, Hammett mostra o perfeito descompasso entre o que move tiras e detetives diante da investigação de um crime. Uns servem – pelos menos teoricamente – à lei, e os outros obedecem a um cliente que nem sempre representa a mais nobre das causas.


O livro
A história de um elo delicado e muitas vezes exaustivo, a crônica de uma ligação que define e limita ao mesmo tempo. O retrato de uma sociedade e de uma era em que as mulheres começaram a se tornar protagonistas de suas histórias. Crítica, jornalista e ensaísta experiente, Gornick perambula pela Manhattan da década de 1940 com sua mãe idosa. Ao longo desses passeios repletos de lembranças, reprimendas e cumplicidades, conhecemos a história da luta de uma filha para encontrar o seu lugar e a sua voz no mundo. Escrito com uma clareza atordoante que fascina desde a primeira linha, AFETOS FEROZES coloca a família, a palavra escrita e a força inesgotável das mulheres como grandes protagonistas.

A autora
Vivian Gornick nasceu em Nova York, em 1935. Autora de diversos livros de ensaios, memórias e biografias, é uma das lendas vivas do jornalismo feminista norte-americano.

Em WOLF HALL e TRAGAM OS CORPOS, assistimos à ascensão do plebeu Thomas Cromwell, que se tornou o principal ministro de Henrique 8º, ajudando-o a se divorciar de Catarina de Aragão e guiando a Inglaterra em seu rompimento com a Igreja de Roma. Em O ESPELHO E A LUZ, volume inédito no Brasil, após auxiliar o rei a se livrar de mais uma esposa indesejada, Cromwell alcança o auge de sua glória. Mas há velhas sombras e novos obstáculos em seu caminho. O maior adversário de Cromwell, contudo, será sua própria consciência: ele terá de arcar com o peso das vidas que destruiu (e dos princípios que escamoteou) em sua missão de reformar a Inglaterra.
O livro
Antilhana, Françoise Ega trabalhava em casas de família em Marselha, na França. Um de seus pequenos prazeres era ler a revista Paris Match, na qual deparou com um texto sobre Carolina Maria de Jesus e seu QUARTO DE DESPEJO. Identificou-se prontamente. E passou a escrever “cartas” — jamais entregues — à autora brasileira. CARTAS A UMA NEGRA, publicado postumamente, é um dos documentos literários mais significativos e tocantes sobre a exploração feminina e o racismo no século 20.




"Crime e castigo" é um daqueles romances universais que, concebidos no decorrer do romântico século XIX, abriram caminhos ao trágico realismo literário dos tempos modernos. Contando nele a soturna história de um assassino em busca de redenção e ressurreição espiritual, Dostoiévski chegou a explorar, como nenhum outro escritor de sua época, as mais diversas facetas da psicologia humana sujeita a abalos e distorções e, desse modo, criou uma obra de imenso valor artístico, merecidamente cultuada em todas as partes do mundo. O fascinante efeito que produz a leitura de "Crime e castigo" - angústia, revolta e compaixão renovadas a cada página com um desenlace aliviador - poderia ser comparado à catarse dos monumentais dramas gregos.
SERPA INDICA SOBRE O UNIVERSO DE BASQUIAT



















