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o fato de a literatura não poder ser, de fato, definida "objetivamente". Terry Eagleton
INICIAÇÃO LITERÁRIA
Leituras! Leituras! Como quem diz: Navios... Sair pelo mundo voando na capa vermelha de Júlio Verne. Mas por que me deram para livro escolar a Cultura dos campos de Assis Brasil? O mundo é só fosfatos – lotes de 25 hectares – soja – fumo – alfafa – batata-doce – mandioca – pastos de cria – pastos de engorda. Se algum dia eu for rei, baixarei um decreto condenando este Assis a ler sua obra. Carlos Drummond de Andrade
Exercício de reflexão e experiência de escrita, a literatura responde a um projeto de conhecimento do homem e do mundo. ANTOINE COMPAGNON
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A relação entre literatura e sociedade
Quando fazemos uma análise deste tipo, podemos dizer que levamos em conta o elemento social, não exteriormente, como referência que permite identificar, na matéria do livro, a expressão de uma certa época ou de uma sociedade determinada; nem como enquadramento, que permite situá-lo historicamente; mas como fator da própria construção artística, estudado no nível explicativo e não ilustrativo. ANTÔNIO CÂNDIDO

“Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.” (Ariano Suassuna)
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada. CECÍLIA MEIRELLES (MOTIVO)
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No capítulo segundo da Poética, Aristóteles fala das dife-
renças nas obras de ficção, causadas pelas diferentes posições
dàs personagens. Nalgumas ficções, diz ele, as personagens são
melhores do que nós, em outras piores, em outras ainda ficam
no mesmo plano. NORTHROP FRYE

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ISER SOBRE A OBRA MODERNA


Tudo indica que a arte moderna começa a reagir a uma interpretação
que tem por meta a descoberta de sua significação. Isso
corresponde a uma observação que se pode fazer desde o romantismo:
a literatura e a arte respondem, de diversos modos, às normas
das teorias estéticas que as acompanham. Tais respostas muitas
vezes têm um caráter ruinoso para a teoria. WOLFGANG ISER
Uma renovação da história da literatura demanda que se ponham abaixo os preconceitos do
objetivismo histórico e que se fundamentem as estéticas tradicionais da produção e da representação numa
estética da recepção e do efeito. A historicidade da literatura não repousa numa conexão de “fatos literários”
estabelecida post festum (sem propósito), mas no experienciar dinâmico da obra literária por parte de seus leitores. Essa
mesma relação dialógica constitui o pressuposto também da história da literatura. E isso porque, antes de
ser capaz de compreender e classificar uma obra, o historiador da literatura tem sempre de novamente
fazer-se, ele próprio, leitor. JAUSS
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